Segundo moradores de Correia de Almeida e adjacências, eles foram surpreendidos com a quebra de acordo por parte da ANTT e Invepar.

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A BR 040, entre Barbacena e o distrito de Correia de Almeida, promete ficar agitada nos próximos dias. No último dia 10, cerca de cem pessoas bloquearam os dois sentidos da rodovia, próximo à praça de pedágio nº 11, no Km 714, em Barbacena. No ápice da manifestação, o congestionamento registrado chegou a 4 Km no sentido Belo Horizonte/Rio de Janeiro e 6 Km no sentido contrário. Por volta das 21h, os manifestantes já haviam saído do local e o fluxo de veículos estava normalizado. Por conta dos protestos, o veículos passaram livremente pelas cancelas do pedágio. Já, no domingo (12/02), os protestos foram retomados às 15h, no km 720 da BR 040, à frente do trevo de Correia de Almeida, com a presença de mais de 1000 pessoas, gerando engarrafamento de cerca de 8 km para ambos os lados. Às 21h a estrada foi totalmente liberada.
Mas, quais as razões para os protestos? De acordo com moradores de Correia de Almeida e adjacências, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Invepar – concessionária que administra a Via 040 – descumpriram o acordo assinado entre as partes junto aos comunitários, em reunião acontecida no dia 29 de janeiro de 2016, em Nova Lima, sede da Invepar. Na reunião, estiveram presentes, além das diretorias da ANTT e Invepar, Sebastião Demartino e o advogado Juliano Mocellin representando os comunitários.
O resultado das negociações foi a realização de cadastramento de todos os veículos de Correia de Almeida e adjacências para que pudessem ter isenção no pedágio da Praça 11, por meio da aquisição do equipamento TAG (Etiqueta Eletrônica de Indentificação Habilitada pelo Usuário e Instalada em Veículo Cadastrado). Com o TAG era garantida uma ida e uma volta por dia. De acordo com os manifestantes, foram cadastrados quase 1000 veículos, sendo apenas carros de passeio e motos. Vans e micro-ônibus ficaram de fora do acordo, sendo que existem na região muitos produtos rurais que comercializam os seus produtos no Ceasa e supermercados de Barbacena.
Ainda segundo os manifestantes, o cadastramento dos veículos foi realizado de 15 de fevereiro a 15 de março de 2016. Logo após os proprietários dos veículos, para terem o benefício, adquiriram os TAGs que funcionaram apenas 3 meses, até o mês de agosto de 2016. Ou seja, desde agosto do ano passado o acordo vem sendo descumprindo, sem que a Invepar ou mesmo a ANTT informasse os moradores envolvidos.
“Nós buscamos diversas formas de conversar com a Invepar e a ANTT, entretanto não obtivemos sucesso. E, a partir de hoje, todos os dias haverão bolqueios na pista até que a Invepar ou a ANTT se manifeste sobre a causa”, afirmou um dos manifestantes que não quis se identificar.
De acordo com Maria Helena, moradora de Correia de Almeida, alguns moradores vão, 4 vezes a Barbacena por dia. Isso é um absurdo. “Moramos na mesma cidade e pagamos pedágio para transitar por ela. Aqui em Correia de Almeida, tudo ficou mais caro, pois os comerciantes daqui compram os produtos em Barbacena e revendem aqui. Como eles gastam mais, diariamente com pedágio, repassam todos os gastos para nós. Outra coisa, vários produtores rurais vendem sua produção nos mercados, sacolões, supermercados e na feira em Barbacena. Com o pedágio eles também estão no prejuízo”, afirmou.
Também, segundo Maria Helena, as manifestações não têm liderança. “Todos os moradores dessa região são líderes e colaboradores. Estamos lutando por nossos direitos. É um movimento legítimo e pacífico que busca o cumprimento de um acordo que, sem razão alguma, vem sendo descumprido a mais de 6 meses”, declarou.
Mesmo com os protestos, não foram registradas pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), ocorrências envolvendo manifestantes, militares ou mesmo motoristas que eventualmente tenham ficado parado, devido aos bloqueios na rodovia.
A redação do Jornal Folha de Negócios buscou contato com a ANTT e a Invepar. Até o fechamento desta edição, as instituições não haviam se manifestado. Ao passo que as Notas Oficiais forem recebidas dos órgãos, a matéria será atualizada no www.jornalfolhadenegocios.com.br

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