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Os mineiros vêm acompanhando de perto a situação do estado do Espírito Santo. Em Barbacena mesmo, várias são as pessoas que têm apartamentos em cidades litorâneas capixabas, como Guarapari, Piúma, Marataizes, dentre outras. A crise na segurança pública naquele estado, ainda muito viva, assusta os mineiros que querem curtir o carnaval. Mas, você sabe como esta crise começou?
Familiares e amigos de policiais militares no Espírito Santo começaram, na noite de sexta-feira, 3 de fevereiro, a fazer manifestações impedindo a saída das viaturas para as ruas e afetando a segurança dos municípios. Sem reajuste há quatro anos, os PMs reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho.
A paralisação dos policiais levou a uma onda de homicídios e ataques a lojas. Com medo, a população passou a evitar sair de casa e donos de estabelecimentos fecharam as portas. Os capixabas chegaram a estocar comida, resultado do medo de ir às ruas, repletas de criminosos que assassinam, saqueiam e espalham o caos.
Vários serviços públicos foram suspensos como escolas municipais, transporte público e unidades de saúde. A Força Nacional e as Forças Armadas foram para o Espírito Santo fazer a segurança mas, apesar do reforço, o clima de tensão se manteve no Estado. A morte de um policial civil na noite do dia 7 de fevereiro agravou ainda mais a crise de segurança no Espírito Santo.
Até o dia 13, segunda-feira, era 147 o número de assassinatos no Estado em nove dias de paralisação da Polícia Militar (PM). Os dados são do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) e incluem casos registrados até as 10 horas deste domingo. O total de homicídios em nove dias de motim já superou o registrado durante todo o mês de fevereiro do ano passado (122), segundo o sindicato.
Após o fracasso nas negociações com policiais militares do Espírito Santo, o governo capixaba decidiu endurecer com os PMs e com as mulheres líderes do movimento. No total, 703 policiais militares já foram indiciados por crime de revolta.
Aos poucos, o policiamento volta ao normal, mas as marcas dos 147 mortos não serão apagadas. Um estado belo, harmonioso e hospitaleiro, infelizmente, reflete nas ruas a péssima gestão pública e a profunda falta de compromisso do governador do estado, senhor Paulo César Hartung Gomes, e de seus deputados estaduais que, para encerrar esse assunto, recebem míseros R$ 25.322,55, mês

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