Os juros médios cobrados pelos bancos em todas as suas operações, para pessoas físicas ou para empresas, iniciaram o ano de 2010 em alta, segundo informações divulgadas no último dia 24 pelo Banco Central.
Em janeiro deste ano, a taxa média de todas as operações de empréstimo bancárias avançou para 35,1% ao ano, contra 34,3% ao ano em dezembro do ano passado, de acordo com dados da autoridade monetária.
Dados do BC mostram ainda que a taxa média de juros continuou subindo no início de fevereiro. Até o dia 10 deste mês, a taxa avançou mais 0,3 ponto percentual, para 35,4% ao ano.
Mais uma vez os Bancos que atuam no Brasil mostram o quanto esse País é injusto e que apresenta uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Desde os anos 90, do século passado, que os bancos registram ganhos exorbitantes, isso as custas do dinheiro suado do brasileiro.
A taxa de juros para pessoas físicas somou 43% ao ano em janeiro, contra 42,7% ao ano em dezembro. No começo de fevereiro, segundo dados do Banco Central, a taxa para o consumidor subiu mais 0,4 ponto, para 43,4%.
A questão é que esses aumentos quase ninguém vê. Ficam escondidos, embutidos em centavos ou frações pequenas de real, nas transações financeiras, empréstimos bancários e outros.
Para as pessoas jurídicas, os juros médios cobrados pelos bancos somaram 26,5% ao ano em janeiro, contra 25,5% ao ano de dezembro. No começo de fevereiro, os juros cobrados das empresas subiram mais 0,2 ponto percentual, para 26,7% ao ano. Consequentemente, isso mostra que mais uma vez as pequenas empresas se vêem obrigadas a garantir altos lucros aos bancos, sendo que, devido à competitividade do mercado e tendência dos preços diretos ao consumidor é de queda.
Porém, existe sempre uma desculpa por trás de um aumento bancário. Dessa vez, de acordo com Túlio Maciel, chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, o resultado ainda não dá elementos suficientes para identificar se este aumento pontual representa uma mudança no comportamento das taxas de mais longo prazo.
Quer dizer, para justificar o injustificável, o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC explicou um dado que é quase incompreensível para nós, pobres brasileiros.
O BC ainda informou que as taxas cobradas pelos bancos nas operações com o cheque especial somaram 161,1% ao ano em janeiro, com crescimento de 2 pontos percentuais na comparação com dezembro (159,1%). Por conta dos juros altos, Maciel diz que "o cheque especial é a última alternativa".
Para as operações de crédito pessoal com pessoas físicas, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras somou 44,8% em janeiro, contra 44,4% em dezembro de 2009. Para a compra de automóveis, os juros caíram para 25,2% ao ano em janeiro, na comparação com a taxa média de 25,4% cobrada no mês anterior.
Ainda dizem que, na próxima reunião do Copom, é objetivo do governo aumentar os juros para segurar a inflação. Agora pensem: o Brasil é o País que possui as maiores taxas de juros do mundo. Então pergunto: aumentar a taxa de juros, nesse momento, para quê?
Perfil
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Marcelo MirandaGraduado em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, com especialização Lato Sensu em Marketing e Gestão Pública e Mestrado em Educação e Sociedade, Marcelo Miranda atua com editor do Jornal Folha de Negócios desde 2005 e como professor em cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, além de palestras nas áreas de marketing, atendimento, educação e televisão.Teve experiência de seis anos no serviço público estadual, atuando na assessoria de imprensa dentre outras atividades, além dois anos em setores de marketing de empresas e universidades Barbacena. Seus editoriais são fundamentados em estudos realizados, notícias e da realidade de maneira geral, na maioria das vezes voltados aos fatos políticos nacionais e regionais. É natural de Barbacena, Minas Gerais, nascido em 21 de maio de 1981. Contato: marcbarbacena@hotmail.com |